terça-feira, fevereiro 21, 2006

Novas engrenagens

Achei que pudesse estar presente no Blog ao menos uma vez por semana e descubro que planejamentos são sempre facas de dois espelhos.
Não pude estar aqui com regularidade mas estarei fazendo comentários esporádicos sempre que houver tempo.
Boa notícia para fãs da banda:
Gravamos 14 faixas do Cd, apenas bateria, e posto aqui cada passo que dermos rumo a finalização que, segundo diz a lenda, é lá pra final de abril.
Segue aqui a lista de músicas que farão parte do CD Theatro de Sèraphin:

12x8
Sombras Chinesas
Cólera
O Mágico de Oz
Dionísio
Tristeza
Este Momento
Súbito
Arqueiro Cego
Na Rota Das Estrelas Cadentes
Doralice
Solidão dos Campos
Tempestades Risonhas

...e pra finalizar, uma música nova que será ouvida apenas no CD!

[além é claro de um bonus track]

Até Breve!

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

trígono


um beijo pequeno
doce em suspiro
profundo e leve
nota dissonante na vertigem
dos colapsos
abraço
de elefantes.
cosi


quis o tempo sobre a pele
o sol na língua seca
quis a dor nos dedos breves
entre frestas violetas
rubra dor nos alicerces
pés descalços de soberba
desconheço a dor das formigas
só conheço a magia das abelhas.
quis o tempo em laços de névoa
prender os braços ao cais do porto
como prender a alma a seu corpo
[nem a vida pode tanto]
passatempo de vertigem
é precipício e desencanto.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Gen

No início não havia o verbo. Formigas e cordões. ..........
Uma braça uma légua um pedaço. Não havia um destino.
A poeira dançava no ar e o fogo era a vida. Do calor das chamas nascia a angústia, a dor.
Rios de lava.
Criptas incandescentes brilhavam rubras e brilhantes. Pedras soerguiam das profundezas do oceano vermelho e abraçavam a areia abstrata. Minúsculos grãos de vermes cronometrados estremeciam abraçados uns aos outros em vida efêmera. Como um caldo de lama. Uma sopa cósmica de verões e primaveras. Não existia o olhar e o sorriso. Ventos aquecidos sopravam o etéreo. O som era apenas uma palavra em um dicionário que não existia.

O início era um vulcão nas ondas de calor e chamas. Não havia o concreto. A síntese. Não pairava sobre a escuridão uma forma. No início não havia trigonometria. Não haviam ângulos. Não havia o ávaro, nem o desprezo.
As asas da borboleta não tinham cor, não existiam. Não se saía à noite em busca de lugares. Em busca de amor. Não havia álcool. Ninguém, pois não havia, buscava o calor dos abraços. Não havia o beijo. A dança. Não haviam carros: nem voadores, nem transparentes, nem teleportes, nem mágica. O sabor era algo que não havia. Ou sapatos. As pessoas não se irritavam, não sofriam com a certeza da morte, pois não havia...as pessoas. O pensamento não se fazia pois não existia pensamento onde coubesse. A imagem não retratava e se guardava, pois ela era apenas uma possibilidade. Sóis e mais sóis e mais luz era tudo que havia. Em meio a nuvens e gas e corredeiras de tormentos, solidão e mais tudo o que era possível existir sem nunca o ser... existia.

No início era tudo muito simples, das formas simples: dos sabores amargos e doces: todos muito simples, sem mistérios ou adornos ou complexidades tais que a própria explicação perderia o sentido. Olhos não se abriam iludidos e turvos para aquelas manhãs que agora eram sonho. Sonho sonhado com as angústias e desalentos das tormentas repentinas. Não havia esperança sintética, planejamento geométrico, visão horizontina, conduta correta. Não havia forma que não se transformasse, fogo que não fosse azul, noite que não fosse fria.

Não havia cor.

De repente tudo era muito branco, palavra que não existia. Congelado no frio do abandono, às intempéries dos ventos mundanos, que rodopiavam acima do que não existia. Do nada que não brotava, das gotas sobre as folhas que não derretiam.... e não pingavam sobre o que não havia de duro. O branco era absoluto e de tão branco não existia. O frio dos redemoinhos que giravam em danças, em bailes, em sinônimos de liturgia, e que se desesperavam, se contorciam, esvaeciam em doces murmúrios de início... porém, na dor dos começos alquebrados, distantes doiam e choravam, choro que não havia pois não havia lágrima.
Ainda assim havia a hera. Havia a trama, o laço, a orgia. O apêndice lua quase já havia. Um calo, uma montanha, um carrosel-montanha russa,... algo que se precipita. Então corriam o tempo e a idéia; tempo que feito sombra existe e não habita; e a imagem que supervicia. Ainda assim o verbo, palavra neonatal, isso que apenas tangecia, ...não supre agora o desespero das palavras que não tinham. Pois que ali no fundo do futuro, oculto entre os brilhos do escuro, pequeno como um suspiro obtuso, os vermes se uníssonos se uniram.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

tempestades

frutas podres

...se você não sair de mim eu tiro você daí...
...se você não parar de sorrir eu tiro você de mim...
...se você não parar de dançar eu derrubo essas paredes...
...pra um céu cinza entrar por dentro de você...

...se você não parar de me olhar...
...se você não parar de me olhar...
...eu deito sob a luz de um cabaré...
...pra você nunca mais me ver...

...se você não sair de mim eu corto o sexo sem dor...
...se você não parar de andar em mim eu cuspo no teu amor...
...se você não parar de me chamar eu vou fundir o pensamento...
...se você não me deixar dormir vou gritar até morrer...

...se você não parar de me olhar...
...se você não parar de me olhar...
...eu deixo você e são apenas frutas podres...
...que eu te dou pra saborear dia e noite em mim...

quinta-feira, junho 09, 2005

Life's a Gas

Life's a gas

G *Fill G
I could have loved you girl like a planet
D#
I could have chainded your heart to a star
D/C D/B Am D
But it really doesn't matter at all
D/C D/B Am D
No it really doesn't matter at all
G *Fill
Life's a gas
G *Fill G
I could have built a house on the ocean
D#
I could have placed your love in the sky
D/C D/B Am D
But it really doesn't matter at all
D/C D/B Am D
No it really doesn't matter at all
G *Fill
Life's a gas
G *Fill G
I could have turned you into a priestess
D#
I could have burned your fate in the sand
D/C D/B Am D
But it really doesn't matter at all
D/C D/B Am D
No it really doesn't matter at all
G *Fill
Life's a gas
And I hope it's gonna last

Marc Bolan

segunda-feira, junho 06, 2005


Theatro de Sèraphin :

Estaremos dia 18 de Junho no MissModular. Às 22:00 hs. Com Sangria.

sábado, maio 21, 2005

Depois de um show...

Depois de um show quero sair correndo. Sempre passei por isso. Tenho uma certa fobia ao que acabei de fazer. Lamento que as pessoas se entristeçam ou não entendam que eu simplesmente sinto-me amargurado. Minha felicidade tange a solidão, então quero correr pra minha casa e sentar em algum canto e lembrar tudo que se passou. Acho que adrenalizo muito minha alma e por isso sinto-me tão frágil. Meus amigos de banda também não entendem isso. Se bem que ultimamente tenho conseguido controlar minhas reações adversas e manter-me intacto, com pessoas ao redor. Falar as pessoas, sorrir, procurar leveza no ambiente. Acabei de compor uma música. Chama-se "Cólera".
Talvez voces a ouçam algum dia, e isso meu caro leitor, é bem prepotente.
Mas... tem que ser um pouquinho não é?

segunda-feira, maio 09, 2005


meu segundo amor.
Pilúlas

14 de Maio:
Missmodular
Red River, 22:00hs.

20 de Maio:
Capela da São Roque Discos
Red River,as 19:00hs;
lançamento do single "nada a fazer"

18 de Junho
Missmodular
Red River, 22:00
com brincando de deus
lançamento do single "na solidão dos campos"

até lá!


Ritmo

Meu ritmo que te descompassa,
Te faz ficar mais leve,
mas erra o passo na hora certa,
Te embebeda e te incendeia,
Mas te devora e te esquece.
Te ergue do chão das tristezas,
Mas te ofende com ingenuidade,
Te abraça gostoso e apertado,
Mas te abandona quando você pede.
Ritmo estranho de mariposas no cio,
Ritmo estranho de animais sem amor,
Ritmo estranho de gozo e lágrima,
Ritmo estranho de sentimentos do passado.
Ritmo da disritmia que vitima nosso futuro.
Meu ritmo que te descompassa,
Que te persegue pela sala,
Mas não te percebe na hora exata,
Na hora de todas as mortes não planejadas.

sexta-feira, abril 29, 2005

Publico chegando na Concha. Foto publicada no Bahia Rock.

Chegamos à concha por volta das cinco da tarde. As pessoas entravam sem parar pelos portões do outro lado da grade e eu me sentia nervoso; não tanto quanto pensei que fosse ficar. Não sabia como seria mais tarde quando fosse nossa hora e isso me deixava um pouco tenso. Tinha apenas a expectativa do que seria. No fundo eu estava até seguro de nossa apresentação, tinha esperanças que fossemos chegar na final. No camarim improvisado para todas as bandas, a gente se cruzava, todo mundo amigável, nervoso, percebia-se. Havia uma mesa farta de salgados, frutas, doces, refrigerantes. Não serviram nenhuma bebida alcólica, fato que resolvemos de forma legal antes de entrarmos, comprando uma garrafa de vinho e bebendo antes de nosso show, em homenagem a Dionísio. Ainda alí pelos bastidores, quando já tocava a penúltima banda, resolvi ficar por perto das janelas das salas que ficam no caminho para o backstage. Dali observava Molko, Steve (sempre ao telefone) e Stefan. Queria falar com Molko, dizer sobre a banda Theatro de Seraphin. Falar que já ouvíamos o Placebo por muito tempo. Não houve como fazer isso naquela hora. Iamos entrar.Estávamos acompanhados de Thiago, que na verdade estava a trabalho mas é nosso assessor de imprensa e estava cosnosco tb tirando fotos. Além dele, tinhamos a companhia de Simone. Entramos, ligamos os eqptos e aguardamos ser apresentados. Tocamos bem, havíamos ensaiado muito, o show foi bem legal para todos nós, subiu a auto estima de todos da banda, afinal estar alí e tocar minutos antes do Placebo era um sonho nunca pensado por qualquer um de nós. Ao final da apresentação, ouvimos rumores que estavamos no páreo para a classificação mas que era difícil ganhar de Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, o show deles tb foi massa e eles estão a bem mais tempo na estrada. A Theatro de Seraphin vai fazer um ano em 23 de maio, data que elegemos por ser o dia em que estreamos em Salvador nosso primeiro show, no Clube de Engenharia. Saimos e arrumamos as coisas no camarim. Nesse meio tempo, a produção do show trocou todo o palco para o show da noite, o Placebo. Foi impecável. O som não estava alto, na medida, as músicas se sucediam numa infinidade de hits, Molko pra lá de à vontade na Concha, mostrando por que a banda está no primeiro time dos grupos de rock da atualidade. Ao final do show anunciaram a vitória de Ronei. É claro que ficamos abatidos, não há dúvida sobre isso. No entanto, ao sairmos da concha com nossos instrumentos aconteceu algo surreal. Já próximo a saída, estavamos todos juntos, caminhando, uma infinidade de garotos e garotas se aproximou da gente, querendo saber da banda, quando era o próximo show; e todos aqueles guris vestindo camisetas preta e com pircings por todo rosto agarrando a gente como se fossemos celebridade, principalmente Cândido, que mostrou por que carisma vale mais do que mil solos de guitarra. Eu e Marcos ficamos sem saber o que falar, extasiados com aqueles vinte, trinta guris nos rodeando. Fomos para um bar na ladeira ali da Concha mesmo e tomamos umas cervejas ouvindo comentários sobre o show de uma galera que se juntou a nós aos poucos. Dispersamos depois e, eu, Marcos, Cassandra e Lia, pegamos o rumo do MacDonalds. No caminho ligaram e disseram pra gente não deixar de ir ao MissModular. Ok. Combinamos fazer um lanche e dar uma passada lá.Chegando no MM, sacamos algo de cara, pois uma vam estava estacionada alí na frente, e havia muita gente conhecida. Ao subirmos demos de cara com todo o Placebo encostado no balcão enchendo a cara de caipirinha. Molko super a vontade, Stefan na dele conversando com o barman, eu fiquei intimidado e pouco tempo depois resolvi sair com Cassandra. Contam que depois Marcos dançou com Molko descalço e que ele falou com todos que foram até ele e tirou muitas fotos também. Foi um momento marcante para mim, não sei mais quando vou ter um momento tão bom. Agora é seguir em frente, rumo ao CD, as novas composições, aos shows que certamente virão.
abçs a todos.

segunda-feira, abril 18, 2005

Regressando de uma viagem interplanetária

Quase um ano fora do ar. Eis-me aqui, Salubats, eis-me aqui, vibora insana!
Voltei dessa viagem e trouxe na bagagem mais mary do que whisk.
Estou vivo!!
Vou gritar pra que me ouçam!
Não mais morto como ontem!
Meteoros na garganta que me afligiam derreteram com meus sóis de salubre-visgo!

quinta-feira, março 31, 2005

Theatro de Seraphin

Esatamos de Volta!
Dia 02 de Abril
no Polo Rock Festival - Camaçari
Começamos nosso set às 19:00 hs.

Como podem perceber, estou de volta!

quarta-feira, janeiro 05, 2005

as voltas com dancing in the dark

olá.
estou na casa de meu amigo marcos.
ainda estou sem comp.
estou postando esta mensagem apenas pra quem vem várias vezes aqui e nada encontra de novo.
quem quiser, pode ler o conto que escrevi e que está aqui na íntegra.
chama-se "a mágica do jogo de espelhos".
quem sabe a terra sai mais que 0,02 graus...

até

sábado, novembro 06, 2004

Show dia 19

Dia 19 voltamos ao Calypso para aquecermos os motores pras gravações do disco que vai estar saindo em janeiro.
No momento estou ainda ilhado num mundo sem computador.
Ok no crise.
By people.

sábado, outubro 02, 2004

nas areias do deserto suando eu e meu camelo I

quando as mudanças parecem surtir algum efeito, nos defrontamos com as mazelas do dia a dia como quem vai a feira comprar um pouco de farinha.
sorry, people, não estou em meus melhores dias.
meu apê ainda está em construção e eu tenho pouco tempo pra me dedicar a ele. tenho saudades de uma pessoa que me é muito cara e ela nem se importa, não sabe mais de mim, não sei mais dela... a distância provoca rupturas que nunca mais se refazem.

nas areias do deserto suando eu e meu camelo II

esta é a nossa praia: rock'nroll.
o que há de errado nisso?
fazemos dessa forma: alguns amigos: instrumentos: local pra ensaio: dinheiro: tempo.
então vamos atraz de alguma apresentação: tempo: dinheiro: ensaio: show.
então ouvimos o falatório, ou não: a cerveja estava boa: o som era demais de bom: o técnico é a solução: que público! que público!:a conta: o resultado.
alguém vem e usa um espaço público pra dar sua opnião. que legal essa iniciativa! puxa que par... que legal essa iniciativa!
acho que estou amargo feito um chocolate meio amargo.